Command Z


Poema burro número 5.

A poesia não está no poema,

poetas não entendem nada.

 

Uma noite, num boteco o neobeat cruza o neoparnasiano

e unidos organizam uma armadilha contra o neoconcreto,

que já havia se mancomunado com o neodrummondiano

para derrubar o neoárcade e o neo-romântico, aliás colega

do neo-surrealista, um pró neocabralino anti neopop que,

por sua vez, só quer saber de comer a musa do neobeat.

 

Do lado de fora, ali na esquina,

o banguela coça o olho do cu

e pincela na velha vitrine:

 

a poesia não está no poema,

poetas não valem nada.

Escrito por Zed Stein às 01h39
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